quinta-feira, 14 de maio de 2015

Comissão vai acompanhar acordo para encerrar greve na Fhemig

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Governo do Estado propõe abono salarial e redução de jornada de trabalho para servidores da saúde.

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai cobrar o cumprimento de proposta feita pelo Governo do Estado aos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que ficaram em greve por mais de 30 dias. Essa afirmação foi feita pelo seu presidente, deputado Arlen Santiago (PTB), em audiência pública da comissão nesta quarta-feira (13/5/15).
Segundo o deputado Arlen Santiago, que solicitou a reunião, a greve de servidores da Fhemig preocupou a comissão porque servidores foram perseguidos e assediados moralmente, segundo ele. “São esses funcionários que fizeram do Hospital de Pronto-Socorro João XVIII, na Capital, o melhor do País”, contou. O deputado disse que a comissão irá acompanhar os desdobramentos do acordo entre governo e servidores da saúde para verificar se as promessas estão de fato sendo colocadas em prática. Esses profissionais entraram em greve no último dia 30 de março e, na manhã desta quarta (13), em assembleia, optaram por encerrar o movimento.
O presidente da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Augusto Martins Passos, explicou que foram acordados com o Governo do Estado um abono de R$ 190,00 que será incorporado ao salário em quatro parcelas, no período de um ano, e será viabilizado por meio de um projeto de lei a ser encaminhado à ALMG, e também a redução da jornada de trabalho, de 40 para 30 horas semanais. Além disso, há, segundo o sindicalista, a perspectiva de criação de um grupo de trabalho para estudar alterações no plano de carreira da categoria. “Em agosto, o trabalho deverá estar concluído e haverá outras reuniões para avaliar novo reajuste”, informou.
Segundo o sindicalista, a motivação para a greve neste ano decorre do passado. “Já acumulávamos, no ano passado, dois anos sem reajuste no salário. No ano passado, nos propuseram 4,2% de reajuste, mais o pagamento do prêmio de produtividade, mas não recebemos na Fhemig nenhuma das promessas”, contou. Carlos Augusto Passos relatou que as entidades sindicais procuraram o governo, neste ano, para que as perdas fossem repostas. “Depois de muitas reuniões, não havia uma proposta concreta. Por isso, começamos a greve”, explicou.
O presidente da Asthemg salientou que, ao longo de 12 anos do último governo, houve alguns avanços em infraestrutura para a área. “Mas temos denúncias de que nem portas de banheiro nem janelas quebradas foram trocadas em alguns espaços de menor visibilidade. Além disso, em nenhum dos hospitais houve mudança da política da saúde”, relatou. Para ele, as iniciativas do atual governo na área ainda são tímidas. “Ainda não houve um projeto para alterações. Sabemos que há poucos recursos, mas política não é só isso. É preciso avançar nas ideias. Não podemos cair numa situação de continuidade ou mesmice”, acrescentou.
Leia a íntegra da matéria no Portal da ALMG.
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