sábado, 28 de fevereiro de 2015

Que seria de mim sem janelas?

Que seria de mim sem janelas?

 Olho pela janela a vida.
 Paisagens à frente.
 Como marinheiro ao leme,
Inclino-me sobre o horizonte.
 Sonhos em meu rumo.
 Mas não domino este leme.
 O destino traça a meta.
 Não segue minha bússola.
 Minha mente quer o sul.
Mas a vida segue o norte.
Busco um mundo imaculável.
 Presente apenas na mente.
 Acho que queria estar em Pasárgada
 Mas não encistem amigos do rei.
 Olho o horizonte suspirando.
 Não sei se vencerei...
 O azul tomou conta da terra
  Não vejo vaga lumes e estrelas.
Apenas a solidão do Cosmo.
 E a sinfonia de meus pensamentos.
 Nem mesmo existe o vento.
 Parou o mundo de girar.
Aguardo neste silêncio o grito.
 De mudos sons do infinito.
 Gerados pela alma conturbada.
 Que doem em meus ouvidos.
 Refugio a janela tentando ser liberdade.
 E alçar por ela meu voo.
Azas da Fênix renascendo
Breve em sonhos mergulharei.
 E de cinzas ressurgirei.   
Dione Fonseca


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